Marinho e Pinto alvo de uma partida

Marinho e Pinto alvo de uma partida

Marinho e Pinto alvo de uma partida

inquérito Bastonário queixou-se à PJ de fraude nas eleições da Ordem. Mas tudo não terá passado de uma brincadeira

O caso parecia ser grave, porque até o director nacional da Polícia Judiciária, Almeida Rodrigues, foi receber António Marinho e Pinto à porta daquela polícia. A 16 de Novembro de 2010, o bastonário da Ordem dos Advogados apresentou uma queixa por suspeitas de fraude nas eleições, que iriam decorrer no final daquele mês, mas tudo não terá passado de uma brincadeira. Marinho e Pinto apresentou na PJ um envelope que lhe tinha chegado para votar por correspondência Ora, como o bastonário não votava por correspondência, mas sim presencialmente, suspeitou estar em curso uma fraude eleitoral. A queixa foi registada na Directoria de Lisboa da PJ, dando origem ao inquérito 1551/10.4JDLSB.

Só que quando os inspectores da Judiciária abriram o envelope encontraram algo, no mínimo, estranho: uma fotografia de um excremento humano acompanhada de uma expressão em latim. Como o processo já tinha sido registado, o caso seguiu para o Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa. Contactado pelo DN, Marinho e Pinto confirmou ter feito a queixa. “Mas, até ao momento, não fui notificado de nada”, acrescentou o bastonário dos Advogados. Confrontado com o conteúdo do envelope e questionado pelo DN se admitia ter sido alvo de uma brincadeira, Marinho e Pinto afirmou desconhecer por completo o que continha o sobrescrito. “Eu fiz a queixa, depois quem analisou o material entregue foram os inspectores da Polícia Judiciária.” Sendo assim, o caso ainda continua aberto no DIAP de Lisboa.

As eleições para a Ordem dos Advogados decorreram em Novembro de 2010. Marinho e Pinto foi reeleito para um novo mandato. Para o cargo concorreram ainda os advogados Luís Filipe Carvalho e António Fragoso Marques. Apesar da folgada vitória, a polémica regressou na cerimónia de tomada de posse. Alguns advogados abandonaram a cerimónia, depois de o bastonário reeleito ter, no seu discurso, criticado o Conselho Superior, o órgão máximo da OA.

Fonte: Diário de Notícias

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