Enviar CV ou usar as cunhas são trunfos para encontrar emprego

Enviar CV ou usar as cunhas são trunfos para encontrar emprego

Quando se trata de pedir ajuda a família, amigos ou conhecidos, rapazes e raparigas estão em pé de igualdade.

Candidatura espontânea ou influência de amigos e familiares foram os principais trunfos de quem concluiu o secundário e encontrou um emprego. Os 1746 alunos empregados representam 18% dos inquiridos neste estudo – quase um terço (31,9%) começou a trabalhar depois de enviar um currículo para as empresas e um em cada quatro (25,4%) recorreu à família, a amizades ou outros conhecimentos. Responder a um anúncio foi a estratégia de 9,6% dos alunos, mas há ainda uma minoria (8,7%) que conseguiu ficar na empresa onde fez o estágio.

A candidatura espontânea é no entanto um recurso mais habitual entre as raparigas (36,6%) que entre os rapazes (26,2%). Já quando se trata de pedir ajuda a amigos ou família, eles (25,7%) e elas (25,2%) estão empatados. Os rapazes, contudo, tiveram maior facilidade em trabalhar na empresa onde fizeram estágio (11,7% contra 6,3%). Responder a um anúncio, por outro lado, foi mais eficaz para elas (10,7%) que para eles (8,2%).

Mais de metade dos jovens empregados (56,5%) trabalha ou trabalhava a tempo inteiro e 36,9% em tempo parcial. A maior fatia desta população está nos sectores dos serviços e vendas (36%), ou como administrativos (26,5%), mas, embora a larga maioria trabalhe por conta de outrem (91,4%), há um grupo minoritário a gerir um negócio próprio (3,4%) ou a trabalhar numa actividade de família (4,7%).

Mais que as dificuldades económicas (30,6%), a vontade de ser independente foi o motivo mais apontado para procurarem um emprego (56,9%). A autonomia financeira é sobretudo um desejo feminino (58,7%), embora a diferença não seja significativa em relação aos rapazes (54,5%). Outra conclusão deste estudo é que quanto mais baixas são as médias do secundário maior é o desejo de inde- pendência financeira – 57,1% para os alunos medianos, 55,7% para os bons alunos e 48% para os alunos excelentes.

Aproveitar a oportunidade está igualmente entre as razões mais frequentes (23,1%) para começar a trabalhar. Há contudo mais rapazes que decidiram trabalhar por estarem convencidos de que o mundo do trabalho ensina “coisas mais importantes que a escola” (14,8% contra 11,9% das raparigas), mas uns e outros estão em igualdade (14,8%) quando decidem interromper os estudos para entrar no mercado de trabalho.

Fonte: Ionline

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